All posts by António.Barros

Aluno de mestrado em Sistemas de Informação Empresariais e Engenharia de Software. Hobbies: passear, séries/filmes, fotografia, LEGO, Geocaching.
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SO – Sistemas Operativos

Cursos

LEIC & LETI

Dificuldade

Alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 61 h (em média: 3,2 h/semana)

O que se aprende?

É “quase” uma continuação de Arquitetura de Computadores (AC). Vais conhecer os conceitos fundamentais subjacentes aos sistemas operativos, com ênfase nos seus mecanismos e algoritmos, assim como a estrutura interna dos sistemas operativos mais relevantes. Os conceitos são um pouco complexos, mas muito importantes na formação base de qualquer informático do IST. Vais descobrir o que é como funciona um CPU (despacho e escalonamento); o que são threads e como usá-las; problemas e vantagens da programação concorrente; sincronização e comunicação entre processos; gestão de memória e memória virtual.

Devo comprar o livro?

O livro é a base dos slides teóricos pelo que te pode dar imenso jeito para acompanhares a matéria e para estudares para os testes/exame.

Dicas

Provavelmente esta será a cadeira mais difícil do semestre. Vais usar muito a linguagem C por isso convém que estejas à vontade com ela. Aplica-te ao máximo no projecto, porque este é bastante exigente. Em termos de testes não são muito difíceis. Foca-te bastante no primeiro teste se pretendes ter boa nota à cadeira.

Recursos

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

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Ges – Gestão

Cursos

LEIC & LETI & LEE

Dificuldade

Média-baixa

Carga horária

No meu caso, gastei no total 64 h (em média: 3,4 h/semana)

O que se aprende?

Os conceitos abordados na 1ª parte do semestre são de cultura-geral e bastante acessíveis. Fala-se sobretudo de organizações, da sua gestão e funcionamento, e introduz-se o papel da informática nas mesmas. A 2ª parte é contabilidade, com muitas fórmulas à mistura. Costuma haver um projecto que não é mais do que uma competição de gestão num simulador. É muito divertido se tiveres um grupo participativo e motivado, caso contrário torna-se apenas mais um consumidor de tempo.

Devo comprar o livro?

Os slides das teóricas serão suficientes para passares à cadeira com boa nota.

Dicas

Tenta ir à maioria das aulas práticas, pois nelas irás ter debater casos práticos do que foi lecionado nas aulas teóricas. De resto tira o máximo de nota no primeiro teste para que no segundo estejas mais à vontade, pois a matéria do primeiro costuma ser mais fácil. Empenha-te no jogo de gestão, não só porque isso influencia a tua nota mas também porque é uma mais-valia para o teu percurso académico.

Recursos

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

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MD – Matemática Discreta

Dificuldade

Baixa

Carga horária

No meu caso, gastei no total 10 h (em média: 0,6 h/semana)

O que se aprende?

Usa bastante matemática, mas nada de muito complicado. Vais aprender instrumentos matemáticos para a análise de procedimentos e algoritmos, quer quanto à sua correcção, quer quanto à sua complexidade. Vais trabalhar com somas e recorrências, aprender o que é a notação assimptótica e o teorema de Euler. São abordados ainda outros assuntos com a geração de números pseudo-aleatórios, bases de Gröbner e transformada de Fourier.

Devo comprar o livro?

Os apontamentos que tiras das aulas e as práticas deverão ser suficientes para passares à cadeira com boa nota.

Dicas

Bastante importante ir percebendo os algoritmos que são lecionados nas aulas teóricas, com o devido acompanhamento durante as aulas práticas. O lado bom é que se perceberes a mecânica dos algoritmos no teste é só aplicá-los. Consegue-se normalmente notas boas (acima de 14), tal como em TC, embora no início possa parecer difícil. Aconselho a esforçares-te nos primeiros testes, para também teres algum tempo livre para as outras cadeiras deste semestre que são mais exigentes que MD.

Recursos

Página da cadeira

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

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TC – Teoria da Computação

Dificuldade

Baixa

Carga horária

No meu caso, gastei no total 28 h (em média: 1,5 h/semana)

O que se aprende?

Vais aprender a trabalhar com os modelos computacionais mais comuns. Autómatos finitos deterministas, autómatos finitos não deterministas e gramáticas são alguns exemplos do que vais aprender nesta cadeira.

Devo comprar o livro?

Os apontamentos do professor deverão ser suficientes para compreenderes a matéria e para conseguires passar nos testes com boa nota.

Dicas

Deverão ir às práticas para se perceber o que é pedido nas teóricas e deverás aplicar-te bastante nos primeiros testes, já que o último em princípio é o mais complicado de perceber. O que aprendes nesta cadeira, principalmente autómatos e gramáticas serão bastante importantes mais à frente no curso.

Recursos

Página da cadeira

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

Videos de Teoria da Computação @ IEEE-IST Academic

Employee-Of-The-Month

Qualidades de um empregado excecional

É sabido que o Instituto Superior Técnico é considerado a melhor faculdade de engenharia de Portugal. Mas nem só as skills que são aqui ensinadas serão importantes para a tua vida futura, para a tua carreira. Os bons empregados não se satisfazem por ter o seu trabalho pronto, mas sim, ter o trabalho pronto, a tempo e horas, e com uma qualidade acima da média. Os bons empregados são pró-ativos, lideres e de confiança. Seguem-se algumas dicas para te tornares num empregado excecional:

1. “Ignora” descrições de trabalho

Quanto menor a empresa, a tendência dos seus empregados é o de se preocupar consigo próprio e não com o bem comum da empresa.
Quando um projeto estiver em risco, os empregados notáveis (ou seja, TU), devem saber sem que lhes seja dito que há um problema e por iniciativa própria tentarem-no resolver (como por exemplo ajudar um colega que está com imenso trabalho), mesmo não sendo o seu trabalho.

2. Sê excêntrico

Os melhores funcionários são muitas vezes um pouco diferentes. Tenta ser subtil, e às vezes irreverente. Podem achar-te estranho mas de uma forma boa. Podes-te transformar na personalidade que “agita” as coisas no local de trabalho, e que transforma o trabalho em algo divertido. Se não tiveres medo de ser diferente e de esticar os limites, podes vir ter muito boas ideias para o teu trabalho.

3. Conhece os teus limites

Uma personalidade incomum é muito divertida… até que deixa de o ser. Quando um grande desafio aparece, os melhores funcionários param de expressar a sua individualidade e encaixam-se perfeitamente na equipa de trabalho. Os grandes empregados sabem quando devem brincar e quando devem ser sérios; quando devem ser irreverentes e quando devem-se conformar. É um equilíbrio difícil de atingir, e são raros os que conseguem caminhar sobre essa linha com facilidade.

4. Trata alguns problemas em privado

Deves tratar as questões sensíveis antes ou depois de uma reunião. Deves saber quando deves levantá-la num ambiente de grupo ou quando esse assunto poderia desencadear uma tempestade.

5. Comunica

Alguns dos teus futuros colegas são mais tímidos, e por isso ficarão hesitantes em falar nas reuniões, outros são ainda hesitantes em falar em privado.

Um empregado uma vez fez-me uma pergunta sobre demissões potenciais. Após a reunião, eu disse-lhe: “Porque é que perguntou isso? Já sabe o que está a acontecer.” Ele disse: “Eu sei, mas um monte de outras pessoas não fazem ideia, e eles têm medo de perguntar. Eu pensei que seria bom se eles ouvissem a resposta de si.”

Deves ter uma sensação inata para as questões e preocupações daqueles que te rodeiam, e até podes fazer perguntas ou levantar questões importantes quando outros hesitam.

6. Inova

Algumas pessoas são insatisfeitas (no bom sentido) e estão constantemente a “brincar” com alguma coisa: Refazer um cronograma, ajustar um processo, aprimorando um fluxo de trabalho. Os grandes empregados ​​encontram maneiras de tornar os processos ainda melhores, não só porque se espera que o façam… mas porque eles simplesmente não podem evitá-lo.

 

Fontes:

Calendário

Gere o teu tempo com um calendário

Entraste para a faculdade e pensas que vai ser igual à secundária? Pois enganas-te! Aqui tens que trabalhar ao longo do semestre, fazer projetos e estudar… muito! Aqui vão algumas dicas para te ajudar a gerir o tempo que terás disponível, não só para estudar, mas também para desanuviar a cabeça.

Calendário

1. Arranja um calendário

Podes usar um calendário em papel, no telemóvel, no Gmail. Não importa em que formato, importa que o arranjes! Marca nele todos os testes e entregas de projeto. Também deves ter atenção que não vais conseguir estudar de forma contínua durante um dia inteiro. Deves ter também em conta o tempo para descansares.

2. Não enchas o teu calendário

Existem coisas que não podes prever, como um atraso, um acidente ou um convite inesperado. É essencial que aloques algum tempo para o caso de algum destes imprevistos acontecerem, para assim ser fácil conseguires realocar o tempo “perdido”.

3. Planeamento adiantado

Se tens um projeto para entregar na última semana do semestre e pensas que vais precisar de 2 semanas para fazer é bom andar para trás no calendário, desde o dia em que o tens que o entregar, e ir alocando o tempo que tens disponível. Se conseguires aloca mais 2/3 dias do que achas necessário pois nunca conseguirás ter uma previsão exata do tempo que vais gastar.

4. Interrupções

As interrupções são as grandes causadoras do não cumprimento de planos. Distinguir momentos de trabalho de e momentos de lazer é essencial. Se um colega te interrompe para te mostrar algo no YouTube, Facebook, etc., diz-lhe para esperar um pouco e que vês o que ele te queria mostrar quando fizeres a tua pausa.

5. Pausas

Enquanto estás a trabalhar (por exemplo a estudar ou a fazer um projeto) deves estar concentrado nessa tarefa e evitar ao máximo aquelas “pequenas” pausas para ir ao Facebook, 9GAG ou ao e-mail. Faz pausas de 5-15 minutos depois de 1h de estudo. O cérebro humano não consegue “absorver” muita informação seguida, por isso é importante dares-lhe o merecido descanso.

 

Fontes:

Figure talk

8 dicas fundamentais para qualquer apresentação

1. Posição

Dependendo do tamanho da audiência ou até mesmo do tamanho da sala, é muito mais impressionante se o apresentador estiver de pé. Assim denotas autoridade e competência e também transmites à audiência que levas a apresentação a sério. Uma das vantagens de se estar nesta posição é que estás mais perto dos slides projetados (caso sejam usados) e assim podes aproveitar para apontar diretamente para os slides caso queiras destacar determinados pontos.

2. Contacto visual

Um bom contacto visual é uma das coisas mais importante numa apresentação porque permite envolver o público. Desta forma ele sente que estás a falar com eles e não com o chão! Este contacto também permite controlar o fluxo da apresentação pois assim é possível avaliar as reações e respostas da audiência. É uma boa tática de apresentação, mas talvez também seja a mais difícil e requer muita prática.

3. Saber o conteúdo

Nada há nada que quebre mais o fluxo da apresentação do que um apresentador que não sabe o conteúdo da sua apresentação. É fundamental estudares a matéria que vais apresentar. Torna-te o “especialista”.

4. Usar histórias para envolver a audiência

Em vez de contares piadas para quebrar o gelo, é mais interessante contares histórias sobre a tua experiência pessoal. É uma boa tática para quando se sente que o público está a perder a atenção.

5. Falar devagar e de forma clara

Se apresentares devagar e se te focares na clareza do discurso, vais ter um melhor impacto por parte da audiência. Isto é importante, pois assim a assistência tem tempo para pensar no que é dito, ao contrário do que acontece nas apresentações onde o discurso é feito a “correr”.

6. Divisão do tempo

É importante dividires o tempo da apresentação para ocupares mais tempo na matéria a que queres dar mais ênfase, para que esta fique bem explicada e não deixe dúvidas.

7. “Questões?”

Deves decidir atempadamente se queres que a audiência te interrompa durante a apresentação ou se devem guardar as perguntas para o final. A audiência usualmente prefere fazer as perguntas logo que haja dúvidas, portanto sempre que possível deves permiti-lo.

8. Praticar!

Como em qualquer preparação para exames, praticar é essencial para que a apresentação corra bem. Podes ensaiar sozinho (por exemplo, à frente de um espelho) ou com uma audiência, mas o importante é mesmo praticar.

Fontes:

StudyHard

Dicas para um exame de sucesso

Antes do exame

It’s the night before a big exam, and suddenly you’ve realized that those equations won’t solve themselves.

É isto que acontece a vários alunos na faculdade. Não estudam o suficiente durante o semestre e na época de deparam-se com muito pouco tempo para estudar as matérias que foram lecionadas ao longo de um semestre.

É importante ter atenção a quatro tópicos:

  • Quanto tempo resta para estudar?

É essencial avaliarmos o tempo que temos disponível para estudar, e quanto tempo vai ser atribuído a cada cadeira. Algumas cadeiras precisarão de mais horas de estudo do que outras. Não nos podemos esquecer que é impossível estudar muito tempo seguido com o mesmo nível de concentração. É importante fazer pausas regulares.

  • Onde estudar?

Muitas pessoas conseguem estudar num ambiente ruidoso. Na minha opinião um sítio calmo é o ideal. Podem escolher, por exemplo, entre uma biblioteca ou mesmo a própria casa, mas nunca perto de elementos que possam desviar a atenção (TV). O PC deve ser utilizado quando as matérias estão em formato digital (e não para ter o Facebook aberto).

  • Que elementos de estudo usar?

Para mim os slides das aulas teóricas e os exercícios realizados nas aulas práticas são fundamentais. Para tirar alguma dúvida recorro ao livro da cadeira, ou mais rapidamente à Internet (Wiki, fóruns, etc.).

Exames de anos anteriores são usualmente distribuídos pelos professores do ano corrente, mas se isto não acontecer, pode-se sempre ir às páginas de anos anteriores para os consultar.


Dia do exame

Existem vários tipos de questões nos exames. Temos as de escolha múltipla, Verdadeiro/Falso, resposta curta e de programação. Também existem os exames chamados de Open Books.

Escolha múltipla

  • Ler atentamente a pergunta e as escolhas possíveis é essencial.
  • Eliminar as respostas que temos a certeza que estão incorretas.
  • Antes de fazer a escolha final, reler todas as opções.
  • O primeiro instinto geralmente é o correto (a menos que tenhamos interpretado mal a pergunta).
  • Se se estiver a gastar muito tempo na mesma pergunta, é melhor passar à frente e depois volta-se a esta.
  • Se não existe desconto por respostas erradas (muito pouco provável), começar a fazer suposições.

Verdadeiro/Falso

  • É importante lembrar que se alguma parte da resposta é falsa, toda a resposta é considerada falsa.
  • Palavras como “nunca” e “sempre” significam que a resposta tem que ser verdadeira em todas as situações.
  • Palavras como “usualmente”, “por vezes” e “geralmente” significam que a resposta é verdadeira ou falsa consoante as situações.

Resposta curta

  • Usar respostas simples e frases concisas.
  • Se não nos lembramos da resposta, tentar fazer uma educated guess. Uma resposta parcialmente correta tem mais pontos que uma resposta em branco.

Programação

Em exames de cadeiras de programação, onde por vezes existem projetos para realizar durante o semestre, é usual existir uma pergunta de programação sobre esse mesmo projeto. O que é pedido nessa questão é um incremento da funcionalidade desse projeto, ou algo muito semelhante do que foi feito nesse trabalho. Quem participou no projeto, e fez uma revisão do que foi feito antes do exame não vai ter grandes problemas em responder a esta pergunta.

Com consulta

Com este tipo de exames, é possível levarmos o material que quisermos para o exame. Livros, apontamentos, slides…

Embora pareça que o trabalho fica muito mais fácil, se não nos prepararmos antes, não saberemos onde procurar as matérias, e levaremos muito tempo a encontrá-las. Separar a matéria por tabs é uma boa solução para economizar tempo, para conseguirmos encontrar a resposta no meio de tanta informação.

Fontes: