All posts by Diogo Nunes

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ES – Engenharia de Software

Cursos

LEIC & LETI

Dificuldade

Alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 56 h (em média: 4 h/semana)

O que se aprende?

Engloba toda a matéria relativa ao desenvolvimento de software: boas práticas de programação, desenvolvimento de código de qualidade, gestão de grupos de trabalho, organização e divisão de tarefas, interação com o cliente, verificação e validação de software. No projeto aprendemos a trabalhar com a FénixFramework para termos persistência no projeto, GWT (Google Web Toolkit) para realizarmos uma interface web, testes jUnit para verificação das funcionalidades do projeto.

Devo comprar o livro?

Na minha opinião os livros sugeridos são bons para quem gostar de ler e saber mais acerca de Engenharia de Software, no entanto, não os considero essenciais para realizar a cadeira com sucesso.

Dicas

A principal dica para um bom aproveitamento na cadeira é a constituição de um grupo forte e trabalhador devido às horas necessárias para fazer o projeto. Quanto à parte teórica, dado ser muita matéria talvez seja útil fazer resumos semanais do que é lecionado nas aulas teóricas.

Recursos

 Teóricas, práticas, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

Escrito por Nuno Mourão

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SD – Sistemas Distribuídos

Cursos

LEIC & LETI

Dificuldade

Alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 70 h (em média: 5 h/semana)

O que se aprende?

Engloba muitos dos temas relacionados com Sistemas Distribuídos. Segurança, Tolerância a Faltas e Escalabilidade são os problemas mais abordados. Aprendem-se formas de fazer Sistemas Distribuídos que comunicam usando algumas das metodologias mais conhecidas: SUN RPC, JAVA RMI, CORBA e também Web Services. Por norma, os laboratórios da disciplina incidem sobre os primeiros, sendo os Web Services remetidos para o projeto. Este consiste na realização de um Sistema Distribuído que implemente algumas das matérias lecionadas e referidas anteriormente. O Projeto ajuda a aprender a matéria da cadeira.

Devo comprar o livro?

Não considero o livro essencial para a realização da cadeira. No entanto, para quem pretender uma nota alta e aprender  mais sobre o tema, o livro é altamente recomendável. A granularidade dos temas presentes no livro é muito elevada, permitindo perceber ao pormenor todas as matérias lecionadas.

Dicas

Formar um excelente grupo de trabalho. Um mau grupo de trabalho representa, desde cedo, a reprovação à cadeira. O projeto é demasiado grande e complexo para ser feito por 1 ou 2 alunos. Por mais que se esforcem, será demasiado difícil acompanhar SD bem como todas as outras cadeiras caso o resto do grupo não trabalhe. Nunca optar por ter 1 elemento ou dois para encher ou fazer número. Isto penalizará os resultados obtidos, sem qualquer margem de dúvida.

No caso da matéria teórica penso que reservar uma semana de estudo para cada teste é mais do que suficiente para obter aprovação. O primeiro teste depende fortemente do entendimento da matéria dos laboratórios. Fazer os laboratórios honestamente reduz exponencialmente o tempo de estudo necessário. O segundo teste necessita mesmo de muito estudo teórico.

Escrito por André Machado

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IA – Inteligência Artificial

Curso

LEIC

Dificuldade

Média ou alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 62 h (em média: 3,1 h/semana)

O que se aprende?

Vais receber uma visão geral das várias áreas que compõe a Inteligência Artifical nomeadamente: Agentes inteligentes (racionalidade, ambientes, tipos
de agentes); Resolução de problemas (procura em espaços de estados, procura com retrocesso, procura local, heurísticas); Procura com adversários (jogos); Representação de Conhecimento; Planeamento de ações; Aprendizagem; Comunicação (gramáticas); Árvores de decisão.

Devo comprar o livro?

Aconselho o acompanhamento da matéria pelo livro da cadeira “Artificial Intelligence, a Modern Approach” do Russel e Norvig (não é necessário comprar). Está lá tudo explicado de forma acessível.

Dicas

A matéria é interessante mas se não te esforçares pode tornar-se monótona pois é muito muito teórica. O projecto é em LISP. É parecido ao Scheme, ou melhor o Scheme é parecido com ele. Não contes que te ensinem o suficiente de LISP para fazeres o projeto.

Recursos

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

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ASA – Análise e Síntese de Algoritmos

Curso

LEIC

Dificuldade

Alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 42 h (em média: 3 h/semana)

O que se aprende?

Um pouco de tudo relacionado com algoritmos. Fundamentação matemática, técnicas de análise, programação dinâmica… Comparam-se os diversos algoritmos e discutem-se casos práticos de aplicação e as diferenças de desempenho e complexidade das diferentes soluções.

Devo comprar o livro?

Eu diria que sim, caso queiras obter uma nota alta. O livro é muito completo e explora, até à exaustão, todos os pormenores dos algoritmos aprendidos. Por vezes, a informação dos slides mais os apontamentos das aulas podem não ser suficientes para apanhar aqueles casos mais especificos/difíceis de cada um dos algoritmos. No caso da 2ª matéria isto é especialmente relevante visto que a matéria é consideravelmente mais complexa.

Dicas

Esforça-te por tentar perceber os algoritmos com todos os seus pormenores. Na generalidade os algoritmos são fáceis mas é por vezes nos casos mais estranhos que aparecem as dúvidas. O tempo dedicado ao primeiro teste deve ser elevado visto que a matéria é mais fácil e é possivel obter uma nota alta caso se conheçam bem todos os algoritmos (mais de 16). Já no 2º teste não penso que seja tão fácil obter notas altas com a mesma quantidade de estudo. São necessárias muito mais horas.

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PE – Probabilidades e Estatística

Cursos

Geral

Dificuldade

Baixa ou média

Carga horária

No meu caso, gastei no total 53 h (em média: 2,8 h/semana)

O que se aprende?

Revisão dos conceitos do secundário (como as Experiências Aleatórias ou o Teorema de Bayes); Variáveis aleatórias (Discretas e contínuas, Função de distribuição, valor esperado, variância); Distribuições discretas e contínuas usuais (Geométrica, Exponencial, …); Distribuições conjuntas e complementos (Teorema do Limite Central, Aproximações entre distribuições, Correlação); Amostragem e estimação pontual (Estatísticas, Método da máxima verosimilhança, Estimadores); Intervalos de confiança; Testes de Hipóteses; Regressão Linear.

Devo comprar o livro?

Não, os apontamentos das teóricas são suficientes. Deves usar a lista de exercícios e consultar a sebenta se precisares (ver secção Recursos em baixo).

Dicas

Se for feita por testes a dificuldade é baixa. As teóricas fazem parecer a matéria mais complicada do que realmente é. Convém ir às aulas práticas e fazer os exercícios (tantos quanto possíveis e diferentes entre si) para perceber o processo de resolução dos problemas. Isto é importante porque praticamente todos os problemas têm um método linear (algoritmo) para serem resolvidos, ou seja depois de perceberes como se resolve um exercício qualquer outro do mesmo tipo torna-se fácil de resolver. Como preparação para os testes aconselho-te a resolveres testes de anos passados.

Recursos

Página da cadeira

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

Videos de Probabilidades e Estatística @ IEEE-IST Academic

 

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ACED – Análise Complexa e Equações Diferenciais

Cursos

Geral

Dificuldade

Média

Carga horária

No meu caso, gastei no total 21 h (em média: 1,1 h/semana)

O que se aprende?

Vais aprofundar o estudo que tiveste no secundário sobre números complexos . Também vais continuar o estudo de séries numéricas (que já deves ter visto em pelo menos em MD) e séries de funções (Teorema de Cauchy). Outro conceito importante é o Teorema dos resíduos (integrais impróprios) e o de Exponencial de uma matriz.

Devo comprar o livro?

Não, apontamentos das aulas teóricas devem ser suficientes. Se tiveres dúvidas podes consultar a sebenta (ver secção Recursos abaixo).

Dicas

É uma continuação das matemáticas (CDI1 e CDI2). Requer muito tempo para praticar. A matéria não é muito mais complicada do que aquela que já aprendeste, a dificuldade é que existem várias resoluções/algoritmos e é preciso não os baralhar, daí a necessidade de praticar. É imperativo ir às aulas práticas; conforme o professor que te calhar podes perceber mais ou perceber menos, mas pelo menos anota os resultados e se possível as resoluções para depois poderes praticar em casa. A 1ª parte é mais difícil do que a 2ª, apesar da 2ª ser mais abstrata. Tenta despachá-la sem teres de ir a exame (é mais difícil).

Recursos

Página da cadeira

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

Videos de Análise Complexa e Equações Diferenciais @IEEE-IST Academic

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PO – Programação com Objectos

Cursos

LEIC & LETI

Dificuldade

Alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 113 h (em média: 5,9 h/semana)

O que se aprende?

Novo paradigma de programação: objetos. A linguagem usada costuma ser Java (JSE). Quando perceberes a maneira de pensar vais adorar porque tornar-se muito intuitiva, pelo menos foi o que me aconteceu. Na segunda metade do semestre vais aprender o que são e como se usam padrões de desenho. No fundo são boas práticas para resolver problemas que aparecem frequentemente. Assim não precisas de pensar numa solução de raiz, basta aplicar a “receita” ou alterá-la para o teu caso específico. Aproveita para aprenderes o mais que puderes, porque o que aprenderes vai ser-te útil mais tarde.

Devo comprar o livro?

Esta é uma cadeira onde só tens a ganhar se acompanhares a matéria com um livro porque é tudo explicado com mais detalhe e exemplos. Assim sendo aconselho a comprar o(s) livro(s) ou arranjá-los na internet. A minha recomendação vai para a coleção Head First (capa roxa). Nunca viste um livro técnico como este, que torna a aprendizagem acessível e divertida. Se gostares do paradigma de objetos ou de Java aconselho-te o Head First Java pois é um ótimo guia para começares; se gostares mais de programar bom código (logo aprenderás) e de como usar as potencialidades dos objetos então o Head First Design Patters é para ti. Qualquer um deles é uma excelente aquisição.

Dicas

O projeto requer tempo e muito código (não propriamente difícil de escrever). Começa com antecedência. Vais ter que lidar com muitas coisas novas ao mesmo tempo no projeto, especialmente a partir da segunda metade. Arranja um grupo ativo. Em relação a ambientes de desenvolvimento… os professores não costumam aceitar que os uses, mas o que é certo é que facilitam a tua programação e poupam-te muitas dores de cabeça com certos bugs de compilação. Se quiseres mesmo usar um, recomendo o Eclipse IDE for Java Developers. Usa-o desde que saibas o que ele está a fazer por ti, porque no teste prático vais ter de fazer tudo (compilar) à mão.

Recursos

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

recruiters-resume

O que os empregadores procuram no teu currículo em 6 segundos

É sabido que os recrutadores gastam pouco tempo a ler os currículos que lhes são enviados. Pouco tempo significa “em média 6 segundos até decidirem se és interessante ou não”. Por isso deves ser conciso e focar-te naquilo que realmente lhes interessa.

Um estudo usou tecnologia “eye-tracking” para registar onde é que o olhar dos recrutadores se demora num currículo. Concluiu-se que:

No pouco tempo que gastam a olhar para o teu currículo, eles olham para o teu nome, a tua empresa atual e a tua função, quando começaste essa função, qual foi a tua função anterior e qual a empresa em que estavas, quando começaste e terminaste essa função, e a tua educação.

Fonte: http://lifehacker.com/5901056/recruiters-only-look-at-your-resume-for-an-average-of-six-seconds-and-this-is-what-they-see

excel_xls

Como calcular a média de mestrado

Depois do sucesso que foi a folha de cálculo para calcular a média de licenciatura, oferecemos-te agora uma nova versão (gentilmente cedida pelo aluno André Machado) para calculares a média do mestrado.

Como no mestrado és tu que escolhes as áreas (principal e secundária) e as disciplinas, nesta folha de cálculo terás de ser tu a preencher o nome das cadeiras e os seus ECTS. Depois de introduzimos esses dados, os valores continuam a ser calculados automaticamente como antes.

Descarregar: Cálculo da Média Mestrado (ficheiro excel .xls)

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EO – Electromagnetismo e Óptica

Cursos

Geral

Dificuldade

Média ou alta

Carga horária

No meu caso, gastei no total 39 h (em média: 2 h/semana)

O que se aprende?

Lei de Coulomb, Lei de Gauss, Condensador, Polarização, Densidade e intensidade de corrente, Lei de Ohm, Lei de Joule, Leis de Kirchoff, Circuito RC, Campo magnético no vácuo, Fluxo magnético, Bobina, Lei de Faraday, Motores e geradores eléctricos, Circuito RLC, Equações de Maxwell, Ondas electromagnéticas, etc.

Devo comprar o livro?

Os slides devem ser suficientes, arranja o livro apenas para esclarecer as dúvidas mais persistentes.

Dicas

Assim como MO, é física. Ou se tem boas bases ou é difícil acompanhar. Depende do professor e da velocidade a que dá a matéria. É compreensível que em certas aulas não percebas nada do que se está a falar/fazer. Com o tempo começa-se a perceber, mas precisa de prática (muita prática) e de estudo. Os horários de dúvidas podem ser imprescindíveis.

Recursos

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

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IPM – Interfaces Pessoa-Máquina

Curso

LEIC

Dificuldade

Média

Carga horária

No meu caso, gastei no total 123 h (em média: 6,2 h/semana)

O que se aprende?

Muito resumidamente vais aprender a desenhar uma interface gráfica que no fundo é aquilo que um utilizador usa para comunicar com um dispositivo. De que cor devem ser os botões e de que tamanho? Que tipo de letra deve ser usada num ecrã e no papel? Que padrões são utilizados no desenho de páginas web? Como pensam os utilizadores e como vão interagir? Como fazer protótipos e registar o feedback dos utilizadores? Estas são algumas perguntas que vais ver respondidas.

Devo comprar o livro?

Os slides são suficientes.

Dicas

A cadeira é fácil mas requer tempo. Torna-se trabalhosa porque todas as semanas é preciso trabalhar no projeto e apresentar à turma os avanços. O lado bom é que quando chegar a altura da entrega do projeto este já está praticamente feito. Precisas escolher uma linguagem para fazer o projecto. Escolhe uma que te permita criar e personalizar facilmente o aspecto gráfico. Eu usei o Flex agora conhecido por Adobe Flash Builder. É flexível e muito fácil de aprender e de usar. O relatório do projeto requer tempo e atenção aos pormenores. A matéria teórica é fácil e acessível, muitas vezes de cultura geral. A avaliação do projecto é um pouco subjetiva já que se fundamenta muito no aspeto da interface do programa. Mesmo que o projeto vos pareça bom, na discussão podem ter uma má surpresa. Experimenta pedir uma opinião aos teus colegas.

Recursos

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

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MO – Mecânica e Ondas

Cursos

Geral

Dificuldade

Média (ou Alta, depende)

Carga horária

No meu caso, gastei no total 16h (em média: 1,1 h/semana)

O que se aprende?

Descrição do movimento no espaço e no tempo; leis de conservação da energia; momento linear e momento angular; energia cinética e energia potencial; centro de massa; oscilações harmónicas simples; propagação de ondas; velocidade de propagação, amplitude, frequência e fase; fluídos; relatividade de Einstein.

Devo comprar o livro?

Não, basta arranjá-lo porque apenas te vai ser útil nesta cadeira (e na próxima, Electromagnetismo e Óptica).

Dicas

Convém ter bases do 12º, caso contrário vai ser mais difícil. Também depende do professor, há uns melhores que outros. Nas aulas é normal não se perceber nada do que se está a falar/fazer. Com o tempo começa-se a perceber, mas precisa de prática, muita, e de estudo. Usa e abusa do horário de dúvidas, não deixes a matéria ou as dúvidas acumularem.

Recursos

Página da cadeira

Teóricas, práticas, apontamentos, testes @SHELF (Cortesia: NEERCI)

iLOVEmath

Porquê estudar matemática e como o fazer

Porque razão devemos estudar matemática?

Aqui vão duas das melhores razões para um(a) aluno(a) do IST o fazer:

  1. É um dos melhores meios para aprender métodos para resolver problemas. Estamos a pensar com generalidade: aprender a abordar um problema como se faz em matemática, embora o problema possa não estar diretamente relacionado com matemática.
  2. É uma maneira excelente de ganharmos confiança intelectual: saber que conseguimos aprender matérias difíceis é um meio para confiarmos em nós próprios quando formos chamados a resolver problemas no mundo real.

Como devemos estudar matemática?

Pode parecer que se resolvem bem problemas sem haver necessidade de saber a teoria. Porque razão devemos perceber os teoremas?

Perceber um teorema é perceber uma propriedade geral dum objeto, é ficar na posse duma espécie de carta de navegação no mundo onde habitam esses objetos. Podemos encontrar imprevistos no caminho, obrigarem-nos a seguir outra rota, mas se percebemos o teorema, sabemos onde devemos chegar mesmo seguindo por caminhos diferentes.

Aqui vão algumas dicas sobre como perceber os teoremas e assim ganhar treino na resolução de problemas:

  1. Uma das dificuldades dos teoremas matemáticos são os símbolos gregos. Não ajuda nada não conseguir pronunciar bem delta, ou confundir phi e psi. Se é o seu caso, dedique algum tempo a estudar o alfabeto grego (com a internet isto reduz-se a uma consulta rápida). Vai ver que com o tempo começa a perceber melhor o significado do epsilon e do delta no teorema da continuidade.
  2. Acontece com frequência que num teorema pouca coisa faz sentido à primeira vista. Neste caso, é altura de passar aos exemplos. O entendimento dum pedaço de matemática (mesmo para os especialistas) nunca é completo, nem último. É sempre útil termos em vista de que o que hoje percebemos parcialmente já pode servir para resolver alguns problemas. Os exemplos podem ajudar a ganhar prática com as propriedades e completar a compreensão do que ficou meio-entendido no teorema.
  3. Ler matemática com papel e lápis na mão (também pode ser com um ipad) funciona para muitas pessoas. Inventar pequenos exemplos para nós próprios ou para os nossos colegas de estudo é um excelente teste à nossa compreensão.

Aquilo que nos pareceu um dia quase incompreensível pode tornar-se claro à luz de outros conhecimentos posteriores, eles próprios meios obscuros. É sempre bom voltar ao que se deixou meio-entendido depois de se ter tentado resolver exercícios standard. Assim, se não consegue entender completamente este teorema hoje, avance para outro tópico e volte ao teorema um dia depois.

Escrito por Ana Moura Santos
(Profª do Dep. Matemática IST)

studying

8 maneiras de melhorares o teu estudo

Come frequentemente mas em pequenas quantidades

Evita comer muito antes de estudares. Demasiada comida vai colocar o teu corpo em modo “hibernação”. Mas também não deves passar fome, por isso refeições pequenas são o aconselhável.

Estudas quando estás mais desperto

Estuda de acordo com o teu relógio biológico. Estás mais ativo durante a manhã ou durante a noite? Agenda os teus materiais mais difíceis para quando estás mentalmente no teu melhor – em termos de concentração e motivação – e os mais fáceis para as outras alturas. Vais ver que o rendimento do teu estudo vai ser muito melhor.

Bebe água frequentemente

Deves ir bebendo água durante a tua sessão de estudo, especialmente quando te sentes mais esgotado. A cafeína pode ajudar a manteres-te acordado, mas também pode aumentar a tua ansiedade – usa-a com moderação.

Não fiques demasiado confortável na tua cadeira

Escolhe uma cadeira que suporte as tuas costas. Ela deve ser confortável, mas não demasiado. Se o teu corpo estiver confortável, a tua energia é canalizada para onde interessa – o teu cérebro. Se estiveres demasiado confortável e não tiveres respeitado a 1ª regra (comido demasiado) então o mais provável é adormeceres.

Limpa da tua secretária tudo o que não interessa

A tua secretária só deve ter tudo aquilo de que necessitas para o estudo e nada mais. Tudo o que estiver lá a mais vai servir para te distrair ou para te tornar mais ansioso (objetos que te façam lembrar outros compromissos). “Mesa arrumada é mente arrumada.”

Faz uma pausa a cada hora

Tal como já referimos noutros artigos, é importante fazeres pausas quando te sentes cansado ou quando a tua concentração está a desvanecer-se. Pausas regulares ajudam-te a recarregar energias e a recuperar a concentração. Gere o tempo de trabalho versus tempo de pausa à tua maneira.

Exercita-te durante as pausas

Quando estás sentado durante muito tempo, a gravidade puxa o teu sangue para as partes inferiores do teu corpo e as tuas articulações e músculos ficam entorpecidos. Quando fazes uma pausa, faz algumas respirações profundas para enviares mais oxigénio para o teu cérebro, anda um pouco pela divisão ou faz alongamentos. Assim vais aliviar a tensão no teu corpo e ativar a circulação.

Estuda à mesma hora, no mesmo sítio

Tenta estudar sempre no mesmo sítio e se possível às mesmas horas. Desta forma não só crias uma rotina como vai fazer o teu cérebro associar determinado lugar ou hora ao estudo. Assim quando te sentares o teu cérebro já sabe o que vai fazer e já se preparou. Não subestimes o poder da psicologia.

start today

As 5 melhores técnicas para aumentar a produtividade

No link abaixo são apresentados 5 métodos para aumentar a produtividade. Um deles é a técnica pomodoro (que já aqui foi apresentada) que foi a mais votada pelo leitores do LifeHacker como “a melhor técnica”. Também de referir a técnica Getting Things Done (GTD) que teve origem no livro com o mesmo nome e que se classificou em 2º lugar.

Fontehttp://lifehacker.com/5890129/five-best-productivity-methods

Boss

7 razões para não trabalhar por contra de outrem

Ansiar pelo fim do curso para entrar numa grande empresa já não é o sonho de todos os jovens, e ainda bem que assim é. Hoje é cada vez mais fácil, e até mesmo conveniente, procurar alternativas mais desafiantes.

A experiência que se adquire é limitada

Os seus superiores podem não ter muito interesse em que evolua, por várias razões. A primeira é para não lhes dar muito trabalho com perguntas e propostas desafiantes. A segunda, e mais desesperante, é pelo receio de que lhes passe à frente. Além disso, hoje a maioria dos empregos não são sustentáveis a longo prazo. Os cortes de custos atiram, até mesmo os melhores, para o subsídio de desemprego, com muita facilidade.

Os telhados de cristal existem

Quem está no topo jura a pés juntos que isto é coisa do passado, mas a verdade é que nas grandes organizações continuam a existir determinados patamares hierárquicos que indicam o limite a que pode almejar. Qualquer pessoa com espírito empreendedor, que queira superar-se, fazer coisas novas e de maneira diferente, vê-se limitado dentro de estruturas pré-estabelecidas, que a impedem de evoluir.

O salário já não é garantia de nada

Há uns anos, um salário certo era fundamental para comprar casa, carro e até conseguir um empréstimo para lançar uma startup. Hoje, deixou de ter valor. Os bancos preferem o património do cliente como garantia, pois os salários são uma verdade hoje, mas podem não ser no mês seguinte.

A segurança já não existe

O emprego para a vida desapareceu e a ambição romântica de começar a trabalhar aos 18 anos como porteiro num hotel e chegar a diretor geral aos 37 já não passa de um sonho. Já não há empregos seguros. Até os funcionários públicos sentem o perigo por perto. E nas empresas privadas, se as receitas baixam, já não se hesita em despedir diretores e mesmo diretores-gerais. E muitos dos privilégios que se conseguiam em algumas grandes empresas também já foram praticamente extintos.

A carreira é um mito

Hoje somos descritos por Robert Kiyosaki (autor de livros de auto-ajuda e motivação) como hamsters que correm nas rodas das suas gaiolas, sem tempo para refletir no que queremos da vida. O que nos move são as contas para pagar e por isso nunca podemos deixar de correr, mesmo que implique continuar a caminhar para lado nenhum, sem futuro, nem esperança, por falta de tempo para procurar um novo posicionamento estratégico.

Os jovens estão muito à frente

Têm hoje uma capacidade de processamento de informação, de fazer várias coisas ao mesmo tempo e de resolver problemas, que a geração que está no mercado de trabalho tem dificuldade em acompanhar. Há estudos que provam que os recém-licenciados já são fisiologicamente diferentes, com mais matéria cinzenta na parte inferior parietal do cérebro. Com este cenário, é fácil de prever que dentro de 10 anos os jovens estarão muito melhor preparados e ágeis do ponto de vista intelectual, do que a geração atual.

Não tem vida pessoal

A maioria dos empregos exige hoje enormes doses de dedicação, que acabam por sugar toda a energia e tempo, resumindo a vida pessoal a pouco mais do que a família nuclear e os colegas de escritório. Quase não há margem para escolha. A gestão própria do tempo é um dos maiores ativos que tem quem trabalha por conta própria – no início, pode não ter muito tempo livre, por vezes não tem mesmo nenhum, mas é você que decide quando pode parar. E, em última instância, escolheu as pessoas com quem criou um negócio próprio e com quem passará a maior parte do tempo de trabalho.

 

Fontehttp://expresso.sapo.pt/7-razoes-para-nao-trabalhar-por-conta-de-outrem=f724479

AnkiLogo

Ferramenta para decorar matéria e exercitar a memória

É sabido que se quiseres decorar algo precisas de repeti-lo várias vezes. Decorar datas, nomes, capitais, fórmulas, já todos passámos por isso. Agora tens uma ferramenta para te facilitar o processo: ANKI.

O funcionamento é muito simples e é baseado nos cartões Pergunta-Resposta. Para utilizar basta criar um “cartão” com a resposta que queremos fixar e a respectiva pergunta ou alguma pista que nos leve à resposta. Podes criar quantas quiseres e formar assim um “baralho” e dar-lhe um nome. Podes até partilhar estes baralhos com os teus colegas.

Quando terminares de criar os teus cartões podes praticar:

  1. O ANKI mostra-te a pergunta;
  2. Tu dizes a resposta em voz alta;
  3. Clicas em “Mostrar resposta” e confirmas se acertaste;
  4. Por fim classificas a dificuldade que tiveste em responder.

O fantástico desta (aparentemente) simples aplicação é que ela adapta-se às tuas dificuldades. Aquelas perguntas que tu classificaste como difíceis vão ser perguntadas mais frequentemente do que as que fáceis. E quanto mais vezes classificares uma pergunta como fácil mais tempo vai demorar até ser perguntada outra vez (podendo ir de dias até meses). Além disso ainda te permite ver estatísticas do teu desempenho.

Site oficial: http://ankisrs.net