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Neste momento a acabar a Licenciatura em Engenharia Informática e Computadores no Instituto Superior Técnico - Tagus Park. Realizando em paralelo o Mestrado em Engenharia Informática e Computadores na Área de Sistemas de Informação Empresariais. Nos tempos livres o que mais gosta de fazer é uma saída com amigos à noite para se divertir.
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5 razões para ter reuniões presenciais

Atualmente em muitas empresas os contatos entre a empresa e os clientes são feitos por mail, Skype e outras formas de comunicação. Este hábito tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, o que tem feito desaparecer as reuniões presenciais. Esta prática estende-se também no dia-a-dia das pessoas que comunicam preferencialmente através do telemóvel, seja com mensagens ou através de chamadas, mas também através de mail.

As vantagens de existirem reuniões presenciais são várias, já que numa reunião presencial podemos observar algo sobre a pessoa com quem estamos a comunicar que não é possível através de texto ou de uma videoconferência. Neste artigo apresentam-se 5 razões para serem feitas reuniões presenciais.

1. Conhecer realmente as pessoas com quem comunicamos

Isto apenas pode ser feito com uma reunião presencial, porque através de um mail ou telefonema não é possível afirmar-se que se conhece realmente a pessoa em causa. Não sabemos se a pessoa se expressa com alguma naturalidade ou se é introvertida, daí a reunião presencial ter um peso relevante nestas situações.  Tal como não sabemos se uma pessoa que escreve um mail “simpático” se essa pessoa é realmente simpática ou a sua aparência.

2. Não usar conversas demasiado curtas

Se numa reunião quiseres aprender algo sobre as pessoas com quem estás a reunir tenta não ser demasiado curto nas tuas conversas. Isto ganha alguma relevância com o ponto anterior já que se a conversa for curta não será possível retirar muito da reunião em causa. No mundo dos negócios as reuniões servem em muitas situações para arranjar soluções para alguns problemas de forma rápida e eficiente e a parte de conhecimento entre as pessoas que irão participar na resolução desse mesmo problema é um bocado esquecido.

3. Causar impressão

Hoje em dia é cada vez mais importante a primeira impressão que alguém tira de nós. Logo devemos pensar bem na nossa aparência para que as pessoas não tirem conclusões erradas sobre nós. Isto ganha principal destaque nas entrevistas de emprego, porque aquela primeira impressão que é tirada logo na primeira entrevista de emprego muitas das vezes dita se iremos ficar com o emprego ou não.

4. Leitura de linguagem corporal

Mais um aspeto que apenas pode ser feito numa reunião presencial. Por exemplo, numa entrevista de emprego são feitas algumas perguntas em que as pessoas podem ficar nervosas ou não e onde também se pode perceber se a pessoa mente em relação a algo que está no currículo e que não pode ser apreendido através de telefone ou mail.

5. Aprender onde é que está a ação

Muitas vezes ter uma reunião de trabalho entre cliente e empresa é importante, principalmente se o cliente é outra empresa. Essas reuniões servem principalmente para perceber como é que se trabalha nessa empresa. Numa reunião de trabalho deste tipo pode se perceber se os empregados dessa empresa estão contentes, a dinâmica de trabalho desenvolvido dentro daquela empresa, as condições de trabalho, etc.

Apesar de ser um apoiante das novas tecnologias de comunicação com este artigo e com estes 5 pontos pretendo mostrar que as reuniões presenciais não podem desaparecer em definitivo, pois existem aspetos que apenas podem ser aprendidos nas reuniões presenciais.

 

Fonte:

Longe...

Alunos deslocados

A minha experiência

Longe...Na minha experiência de quatro anos que tenho de Instituto Superior Técnico – Taguspark tem sido bastante positiva, apesar de todos os dias ter que percorrer cerca de 100 quilómetros de ida e volta do IST à minha casa e demoro cerca de hora e meia em cada viagem. Ao princípio não foi muito fácil, pois tinha que acordar perto das seis da manhã, mas que com uma gestão do tempo cuidada e com algum espírito de sacrifício tenho conseguido conciliar os horários dos transportes públicos com os horários da faculdade.

Penso que uma questão fundamental para que esta situação não te perturbe os estudos é não deixares acumular trabalho e como disse anteriormente a gestão do tempo é bastante importante para que esta situação não aconteça. Esta mesma gestão do tempo tem-me permitido até à data nunca ter feito uma direta nem para estudar ou nem para fazer algum projeto.

Tomei opção de ficar a morar em casa e percorrer esta distância todos os dias, porque devido aos custos de habitação e de alimentação, assim como outras despesas extras o esforço financeiro seria muito grande. Uma das coisas que por vezes aproveito para fazer durante as viagens entre faculdade e casa é ler alguns enunciados de projetos que existam para fazer ou então descansar um pouco antes de chegar a casa ou faculdade.

Panorama Geral dos Jovens Portugueses

Portugal é dos países onde os jovens mais dependem dos pais, cerca de 55%, este número só é mesmo ultrapassado por países como Itália e Espanha. O relatório do “Eurostudent 2005” aponta para um número relativamente baixo de estudantes a viverem em residências universitárias. Em Portugal esse número de jovens a viverem em residências não chega a 4%, onde em países como Finlândia chega aos 30%. Este número em Portugal verifica-se devido ao fraco apoio do Estado a estas situações.

Que tipo de residência escolhem os Estudantes Universitários Portugueses

Uma tendência que é bastante seguida em Portugal é o aluguer de apartamento, cerca de 44%, já que em muitos dos casos as instituições de ensino universitário situam-se em grandes centros urbanos onde a oferta de arrendamento de apartamentos é maior que noutras zonas com menor densidade de urbanização. Esta situação é frequente em praticamente todos os países que o “Eurostudent 2005” abrange.

Dependência Familiar

Nos casos dos estudantes que ainda não saíram de casa o apoio da família também é bastante importante já que as suas famílias contribuem em geral em cerca de 66% do orçamento mensal. Este valor é muito elevado quando comparado com os restantes países em análise. Este valor é reduzido, mas ligeiramente quando o estudante encontra alguma ocupação profissional, contribuindo com cerca de 21% para as suas despesas próprias.

No caso dos estudantes que possuem casa própria a dependência financeira da família atinge valores na ordem dos 70%, numa média mensal de 586 euros, sendo inclusive o valor mais alto da Europa. No país vizinho, Espanha, a dependência financeira por parte da família ao estudante que se encontra deslocado que mantém casa própria é de 45%, com um valor mensal a rondar os 340 euros.

Alugar apartamento em Portugal custa em média 300 euros, um valor muito mais baixo se compararmos com países como a Finlândia, mas muito mais elevado se compararmos com países como a Espanha ou mesmo a Alemanha. As residências universitárias aparecem como uma grande alternativa já que em média não ultrapassam os 160 euros mensais.

Apoio do Estado

O Estado Português é o que menos contribui para o orçamento das famílias com os filhos quando comparado com os restantes países. Destaque para o número reduzido de famílias em que os estudantes ainda moram em casa dos pais e que recebem algum tipo de ajuda para com as despesas de Educação, esse número é de cerca de 23% dos estudantes, sendo um dos mais baixos da Europa. Na Holanda o número de apoios para as famílias com as despesas de Educação atinge um valor de cerca de 90% dos estudantes recebe apoios do Estado. O Estado Português contribui com cerca de 49 euros mensais por estudante em contraponto com a comparticipação que se regista no Reino Unido onde ascende a 600 euros mensais.

Fontes:

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Projetos de LEIC

Projeto de FP (Fundamentos de Programação)

Este projeto será a tua primeira experiência e contacto com projetos em LEIC. Com este projeto pode se tirar algumas lições importantes que serão relevantes para o resto do curso. Um dos principais conselhos a dar-te neste primeiro projeto é não deixar o trabalho das entregas do projeto para a última semana antes das entregas do projeto. Isso será bastante importante não só para este projeto como para os restantes projetos do curso.

Projeto de AC (Arquitetura de Computadores)

No projeto de AC a principal dificuldade será perceber por onde começar, mas depois de isso percebido a realização do projeto não deverá levantar muitas dificuldades. Caso as encontres deverão ser esclarecidas durante as aulas de laboratório. Neste projeto a questão mais importante para o sucesso do projeto será uma divisão racional e equilibrada do trabalho por todos os elementos do grupo.

Projeto de IAED (Introdução aos Algoritmos e Estruturas de Dados)

O projeto de IAED será um projeto muito mais complexo que os outros. Irás utilizar uma linguagem muito mais flexível do que as anteriores onde poderão aparecer bastantes erros e onde o compilador muitas das vezes não ajuda muito. Neste projeto o principal conselho será conseguires arranjar um grupo de trabalho coeso e onde todos consigam contribuir com algo de útil para o projeto. Caso este grupo funcione deverão ficar sempre com o mesmo grupo de trabalho sempre que seja possível. Deverás em muitas das vezes recorrer aos docentes durante os horários de dúvidas. Tudo o que conseguires aprender durante a realização do projeto de IAED será bastante útil mais à frente no curso.

Projeto de PO (Programação com Objetos)

O projeto de PO será bastante exigente, porque irão aprender um paradigma de programação novo em relação aos anteriores e pela quantidade de código que será necessária para o projeto já que ao nível da complexidade não deverá ser muita. Neste projeto recomendo a realização desde que o enunciado se encontrar disponível, pois irá poupar muitas dores de cabeça numa fase mais avançada da realização do mesmo. Utiliza as aulas de laboratório para tirares todas as dúvidas que tiverem. Neste projeto deves ter uma equipa coesa e onde todos os elementos tenham participação ativa será um fator determinante para o sucesso deste projeto.

Projeto de SO (Sistemas Operativos)

Com o projeto de SO os problemas serão outros. Irás utilizar código já feito por outras pessoas e onde o conhecimento de IAED será bastante importante. O principal problema encontrado com o projeto de SO será perceber por onde começar, já que é um projeto algo complexo e trabalhoso. Deverás recorrer sempre que precisares aos docentes durante os horários de dúvidas. É muito importante que consigas ter um grupo coeso e onde todos colaborem para a conclusão do projeto.

Projeto de Compiladores

Com o projeto de compiladores uma das principais dificuldades será a quantidade de trabalho e os erros que poderão aparecer durante a realização do projeto. Não deixes acumular muito trabalho para o fim e utiliza bem todas as aulas práticas.

Projeto de LP (Lógica para Programação)

Com o projeto de LP o principal problema será entender o paradigma que é utilizado na cadeira. Tenta recorrer sempre que necessário aos horários de dúvidas já que a linguagem utilizada (prolog) será nova, mesmo para quem já tem alguns conhecimentos de programação.

Projeto de CG (Computação Gráfica)

Já com CG o problema será a utilização de uma nova linguagem que não será ensinada durante a cadeira (C++) em que combina a linguagem C com o paradigma de objetos. No caso particular de CG deverás fazer e perceber aquilo que é pedido em cada aula de laboratório para que consigas realizar o projeto sem grandes dificuldades.

Projeto de BD (Base de Dados)

Com o projeto de BD não deverás ter grandes problemas, mas aconselho a ires a todas as aulas de laboratório. Um projeto em que os conhecimentos adquiridos durante as aulas teóricas deveram ser suficiente para a realização do mesmo.

Projeto de IPM (Interfaces Pessoa Máquina)

Em IPM tenta escolher uma linguagem que não te dê muito trabalho a fazer o projeto (penso que isso será mesmo um fator importantíssimo para esta cadeira). Durante as aulas de laboratório tenta tirar todas as tuas dúvidas que tenhas, já que neste projeto as dúvidas e até mesmo a ambiguidade do mesmo deverão ser os fatores mais complicados de gerir durante o projeto, assim como a outra dificuldade referida anteriormente.

Projeto de IA (Inteligência Artificial)

Em IA penso que seja bastante importante perceber os algoritmos que serão explicados nas aulas teóricas e caso sejam percebidos o projeto deverá ocorrer sem grandes problemas de maior. Deves arranjar um grupo trabalhador onde possas dividir o trabalho por todos de forma igual.

Projeto de RC (Redes de Computadores)

Em RC o principal conselho será fazeres o projeto a partir do momento em que o enunciado ficar disponível, mas antes de passares à fase de codificar aconselho a fazeres um esboço daquilo que é pedido. Tenta ter um grupo coeso, bastante organizado e sincronizado na realização do projeto para que consigas ter sucesso durante a realização do mesmo.

Projeto de ES (Engenharia de Software) + SD (Sistemas Distribuídos)

Este projeto é feito normalmente em conjunto destas duas cadeiras, podendo ser feito em cadeiras separadas, mas aconselho a que o projeto de ES e SD seja feito em conjunto. Com este projeto a principal dificuldade será a quantidade de trabalho e código a ser realizado com este projeto. Para a realização deste projeto tem em conta os conhecimentos de PO e RC. Tenta fazer com que cada elemento do grupo faça atempadamente o seu trabalho e para que cada elemento do grupo participe de forma igual. Usa e abusa dos horários de dúvidas neste dois projetos. Com a realização deste projeto ficarás com uma noção de como é a realização de um projeto de SW com alguma dimensão.

Projeto de Modelação

No projeto de Modelação irás aprender como se modela sistemas em Engenharia. A principal dificuldade que terás neste projeto será em muitas alturas o desacordo que irá existir entre os elementos do grupo. Tenta conseguir encontrar algum consenso dentro do grupo, caso contrário a realização deste projeto ficará comprometida. Será um projeto longo e em que muitas das vezes cada elemento do grupo tem a sua opinião sobre determinado aspeto. Deves ter um grupo em que se consiga dividir o trabalho em partes iguais, caso contrário alguém irá ficar com uma carga de trabalho elevada.