Longe...

Alunos deslocados

A minha experiência

Longe...Na minha experiência de quatro anos que tenho de Instituto Superior Técnico – Taguspark tem sido bastante positiva, apesar de todos os dias ter que percorrer cerca de 100 quilómetros de ida e volta do IST à minha casa e demoro cerca de hora e meia em cada viagem. Ao princípio não foi muito fácil, pois tinha que acordar perto das seis da manhã, mas que com uma gestão do tempo cuidada e com algum espírito de sacrifício tenho conseguido conciliar os horários dos transportes públicos com os horários da faculdade.

Penso que uma questão fundamental para que esta situação não te perturbe os estudos é não deixares acumular trabalho e como disse anteriormente a gestão do tempo é bastante importante para que esta situação não aconteça. Esta mesma gestão do tempo tem-me permitido até à data nunca ter feito uma direta nem para estudar ou nem para fazer algum projeto.

Tomei opção de ficar a morar em casa e percorrer esta distância todos os dias, porque devido aos custos de habitação e de alimentação, assim como outras despesas extras o esforço financeiro seria muito grande. Uma das coisas que por vezes aproveito para fazer durante as viagens entre faculdade e casa é ler alguns enunciados de projetos que existam para fazer ou então descansar um pouco antes de chegar a casa ou faculdade.

Panorama Geral dos Jovens Portugueses

Portugal é dos países onde os jovens mais dependem dos pais, cerca de 55%, este número só é mesmo ultrapassado por países como Itália e Espanha. O relatório do “Eurostudent 2005” aponta para um número relativamente baixo de estudantes a viverem em residências universitárias. Em Portugal esse número de jovens a viverem em residências não chega a 4%, onde em países como Finlândia chega aos 30%. Este número em Portugal verifica-se devido ao fraco apoio do Estado a estas situações.

Que tipo de residência escolhem os Estudantes Universitários Portugueses

Uma tendência que é bastante seguida em Portugal é o aluguer de apartamento, cerca de 44%, já que em muitos dos casos as instituições de ensino universitário situam-se em grandes centros urbanos onde a oferta de arrendamento de apartamentos é maior que noutras zonas com menor densidade de urbanização. Esta situação é frequente em praticamente todos os países que o “Eurostudent 2005” abrange.

Dependência Familiar

Nos casos dos estudantes que ainda não saíram de casa o apoio da família também é bastante importante já que as suas famílias contribuem em geral em cerca de 66% do orçamento mensal. Este valor é muito elevado quando comparado com os restantes países em análise. Este valor é reduzido, mas ligeiramente quando o estudante encontra alguma ocupação profissional, contribuindo com cerca de 21% para as suas despesas próprias.

No caso dos estudantes que possuem casa própria a dependência financeira da família atinge valores na ordem dos 70%, numa média mensal de 586 euros, sendo inclusive o valor mais alto da Europa. No país vizinho, Espanha, a dependência financeira por parte da família ao estudante que se encontra deslocado que mantém casa própria é de 45%, com um valor mensal a rondar os 340 euros.

Alugar apartamento em Portugal custa em média 300 euros, um valor muito mais baixo se compararmos com países como a Finlândia, mas muito mais elevado se compararmos com países como a Espanha ou mesmo a Alemanha. As residências universitárias aparecem como uma grande alternativa já que em média não ultrapassam os 160 euros mensais.

Apoio do Estado

O Estado Português é o que menos contribui para o orçamento das famílias com os filhos quando comparado com os restantes países. Destaque para o número reduzido de famílias em que os estudantes ainda moram em casa dos pais e que recebem algum tipo de ajuda para com as despesas de Educação, esse número é de cerca de 23% dos estudantes, sendo um dos mais baixos da Europa. Na Holanda o número de apoios para as famílias com as despesas de Educação atinge um valor de cerca de 90% dos estudantes recebe apoios do Estado. O Estado Português contribui com cerca de 49 euros mensais por estudante em contraponto com a comparticipação que se regista no Reino Unido onde ascende a 600 euros mensais.

Fontes:

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